domingo, 24 de outubro de 2010

Campo Belo

Sinto saudades !!!  
De caminhar pelas ruas
Aquelas ruas arborizadas
Olhar seus jardins nos quarteirões
Nos finais de tarde
Comecinho das noites    
Havia um prazer sem igual
Andar pelas ruas daquele lugar
Saia de uma, entrava na outra.
Nos meus passos os sonhos
Caminhavam juntos
Às vezes acompanhada
Por tão alegre companhia.
Estava tudo certo
Aquelas ruas arborizadas,
Aquela companhia.
Se voltar lá ... Que pena !!!
Não têm mais graça as ruas
Não tenho mais a minha companhia.
Também os meus pensamentos são outros,
Agora o coração bate em outras ruas
Em outra situação.
Também conheço essas ruas
Andei por todas elas
Quando menina,
Volto as minhas origens.
Ainda não sinto o seu aconchego
Uma vida se passou,
As cicatrizes do tempo
Ainda machuca
Mas na rua que chego todos os dias
De manhã e saio todas noites
Vou deixar de novo
A minha esperança,
A minha expectativa de um amanhã feliz,
De um fim digno de ser lembrado.
Penso sempre assim,
Tudo podemos naquele
Que nos fortalece !!!

3 comentários:

PROSAS DO CADERNO disse...

Sinto Saudade! caminhar as antigas ruas
pisar as sementes, folhas de outubro, flores de maio de março, frutos de verão, amizades do ano inteiro. sinto saudades! Até dos vizinhos que rapidamente os vias.
As árvores me fazem sentir saudade. Cada uma dentro do seu cubo, cada quarteirão como se dissessem: a Vila mora aqui "no Campo Belo".
Bem sei que estou na reminiscência; recomeçarei a minha menina, plantarei nela outra figura, viverei por ela outra história, que jamais esquecerei aquela senhora! "Não direi mais, dura saudade"
bjs

PROSAS DO CADERNO disse...

[{que jamais esquecerá aquela senhora!}]

PROSAS DO CADERNO disse...

Pergunto-te querida… é teu campo belo o mais belo? ou não será ele a doce alusão que o tempo tanto esfrega Que a vida a tanto usou, usou… e tantas foram... que nasceu um jardim inteiro, ou ao menos te trouxe para entregá-la aos braços o rebento de cada sol, a florescência de cada manhã, e até a sorte de cada tarde, ainda que inesperada não quisesse o luar; mas sem a noite como terias sonhos! bjs