sábado, 22 de janeiro de 2011

Momento Dificil

Já perdi muita gente,
Que muito amei nesta vida.
Sei que a força vêm do alto,
Sem que ao menos percebamos.
Mas, sempre é muito dificil
Presenciar perdas de gente querida,
Principalmente familiares tão próximos.
Sabemos que a partir do momento
Em que nascemos, a certeza é certa
Também morreremos. Inevitável.
Mas quando chega a hora ...
Sofremos, choramos, desesperamos.
Somos humanos e fracos neste momento.
Passar por este processo é muito doloroso,
Machuca, fere, dilacera .
Preciso dar uma força, uma palavra,
Um ombro amigo.
Será que vou conseguir ???

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


O Amor Maduro - Artur da Távola

O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.

Não carece de demonstrações;
presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas;
amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco.
Não precisa nem quer nada do muito.

Está relacionado com a vida e sua incompletude, por isso
é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança.

O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber.
Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento.
Basta-se com a própria existência.
Alimenta-se do instante presente valorizado e importante
porque redentor de todos os equívocos do passado.

O amor maduro é a regeneração de cada erro.
Ele é filho da capacidade de crer e continuar.
É o sentimento que se manteve mais forte depois das ameaças.

Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com gosto da boca e do cheiro, está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilíbrio de carne e de espírito.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro.
Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou, criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.

Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não persegue, recebe. Não exige, dá.
Não pergunta, adivinha. Existe para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.

É o sol de outono.
Nítido mas doce; luminoso sem ofuscar;
suave mas definido; discreto mas certo.
Um sol que aquece até queimar...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Não quero ver você triste

DEPOIS DE OUVIR ESTA CANÇÃO PELA PRIMEIRA VEZ, TINHA EXATAMENTE 13 ANINHOS,
NUNCA MAIS DEIXEI DE OUVIR QUALQUER CANÇÃO QUE ESTE POETA/CANTOR CANTOU, E FOI ASSIM NESSA MAGIA DURANTE TODA A MINHA VIDA, FAZ BASTANTE TEMPO, 4 DÉCADAS, MAS É INCRÍVEL, O TEMPO NÃO PASSOU, TUDO É IGUAL, A EMOÇÃO CONTINUA IMENSA, AS VEZES NEM CABE NO PEITO.

Não quero ver você triste...



Tenho neste blog leituras dos meus olhos, "as minhas estão com o meu nome no rodapé".

A eternidade que agora quero

Eternidade

Eu desistiria da eternidade para tocar em você;
Pois sei que de alguma forma você me percebe,
Você é o mais perto do céu que posso chegar;
Eu não quero voltar para casa agora;
O único gosto que sinto é o deste momento;
E tudo que tenho para respirar é o seu amor;
Porque cedo ou tarde isto pode acabar;
Esta noite não te deixarei ir;
Eu preferiria...
Sentir o carinho indivisível;
Tocar uma vez em sua mão;
Dar um beijo em sua boca;
A passar a eternidade sem isso...