quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sempre uma lembrança

Há sempre uma lembrança,
Marras de carinho, de paixão.
Alarga teus passos,
Vem pra perto de mim.
Vem ...

No despertar da manhã,
Aceitar as minhas manhas,
Comer das minhas maçãs.
Ah! que delicioso momento,
A manhã segue da tarde,
Da tarde ao anoitecer.

Se meu coração falasse aqui,
Diria da paz de um sorriso infantil,
Da beleza de uma rosa,
Da graça de um beija-flor,
Da linda melodia de um cantor.

Nem precisaria desta escrita                                               
Para me comunicar
Escreveria colorido em
Vemelho paixão
Entoaria ternuras e me poria
Também a cantar, mas
em sussurros
Só para te encantar.

Vem pra perto de mim,
Vem ...

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pra você

Olhe para os lados
Não feche os olhos
Você não está sozinho
Eu estou aí
Mesmo não perto
Mesmo não a seus olhares
Mas eu estou aí
Vou ficar aí por um tempo,
Quando você sentir um vento
Em seu rosto
Quando você ouvir uma música tocar
Aquelas que você sabe,
Bem sabe ...
E aquele cheiro,
Que só nós dois sabemos e
Identificamos.
Serei eu pensando em você.
Serei eu lembrando alguma coisa
De nós dois.

sábado, 29 de janeiro de 2011

COMEÇO, MEIO E FIM - ROUPA NOVA


Chega a noite e o sono não vem ...  Sons no coração, palavras guardadas que não querem sair na escrita ...  Então uma canção ... 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Saudades da Querida "Tia Izaura"

 Neste  final de semana que passou, perdi minha Tia Izaura, irmã muito querida da minha amada mãe, que também já se foi há muitos anos, e como disse um  tio meu no velório que não o via há 40 anos, "pessoas morrem". O único e triste jeito é se conformar para continuar vivendo, não existe outra maneira.  Mas esta música sempre me fez lembrar unica e exclusivamente da Tia Izaura e agora vai marcar definitivamente no meu coração, lógico da minha maneira, em outras palavras.  "Deus sabe o que faz para cada um de nós !"

sábado, 22 de janeiro de 2011

Momento Dificil

Já perdi muita gente,
Que muito amei nesta vida.
Sei que a força vêm do alto,
Sem que ao menos percebamos.
Mas, sempre é muito dificil
Presenciar perdas de gente querida,
Principalmente familiares tão próximos.
Sabemos que a partir do momento
Em que nascemos, a certeza é certa
Também morreremos. Inevitável.
Mas quando chega a hora ...
Sofremos, choramos, desesperamos.
Somos humanos e fracos neste momento.
Passar por este processo é muito doloroso,
Machuca, fere, dilacera .
Preciso dar uma força, uma palavra,
Um ombro amigo.
Será que vou conseguir ???

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


O Amor Maduro - Artur da Távola

O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.

Não carece de demonstrações;
presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas;
amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco.
Não precisa nem quer nada do muito.

Está relacionado com a vida e sua incompletude, por isso
é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança.

O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber.
Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento.
Basta-se com a própria existência.
Alimenta-se do instante presente valorizado e importante
porque redentor de todos os equívocos do passado.

O amor maduro é a regeneração de cada erro.
Ele é filho da capacidade de crer e continuar.
É o sentimento que se manteve mais forte depois das ameaças.

Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com gosto da boca e do cheiro, está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilíbrio de carne e de espírito.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro.
Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou, criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.

Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não persegue, recebe. Não exige, dá.
Não pergunta, adivinha. Existe para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.

É o sol de outono.
Nítido mas doce; luminoso sem ofuscar;
suave mas definido; discreto mas certo.
Um sol que aquece até queimar...