sexta-feira, 18 de março de 2011

Fim de tarde (nostálgica)

“O que me atormenta é q tudo é 'por enquanto', nada é ' sempre'“.                                                                 



Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.



A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar                                                                              
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.



E quando acaricio a cabeça do meu cão, sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique.





Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou - apesar de tudo, oh, apesar de tudo -, estou sendo alegre neste instante-já que passa se eu não fixá-lo com palavras. Estou sendo alegre neste mesmo instante porque me recuso a ser vencida: então eu amo. Como resposta.

Clarice Lispector

Um comentário:

jose vitor lemes disse...

Olá Sônia! linda poesia! Eu concordo prontamente, só faço uma inquisição: morte também faz parte da vida; e eu brinco com ela para que ela não me pegue desprevenido; agora uma coisa é certa... se pudesse eu matava ela e descambava toda reserva de lágrima.

beijos