terça-feira, 22 de março de 2011

As lágrimas do Silêncio

O Sonho deslizava suavemente
pelo tapete mágico da mente.               
Seus pezinhos delicados
estavam machucados
de tanto andar ao relento.

Fazia frio e o sereno da noite
era tão intenso,
que mais parecia um véu
salpicado de gotículas brilhantes.
O silencio adormeceu,
cansado de esperar pelo Sonho.

E quanto mais esperava,
mais cansado ficava.
Sabia que um dia o Sonho
estaria de volta
e o Silêncio poderia adormecer,
aconchegado ao Sonho.

E os dois assim apaixonados,
viveriam novamente lado a lado.
O Sonho sempre aparecia
quando o Silêncio adormecia.
Era tão delicado,
que por onde passava
rabiscava palavras de carinho
na memória do Silêncio,
para que ele quando acordasse,
lembrasse de tudo o que haviam
sonhado juntos.

Mas muitas vezes o Sonho desaparecia,
cansado de ser só Sonho.
E quando isso acontecia,
o Silêncio entristecia.
Ficava calado por longos períodos
e nem mais um som se ouvia.

As lágrimas do Silêncio
escorriam por sua face,
feito lâminas de aço.
E quando o Sonho aparecia
o Silêncio se desfazia.
A lágrima que escorria,
Desaparecia ...


(Débora Benvenutti)

Um comentário:

leacir disse...

Soninha, quando em silencio estou, adormeço e começo a sonhar, quero ter controle sobre os sonhos para poder colocar voce e sonhar
............ beijos.