quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A voz do meu silêncio

Escutando a voz do silêncio ...
Hoje, a Vida por Vida
Dou graças a Vida !!!
Por inúmeros beneficios recebidos
Agradeço pelas dádivas concedidas
Quando tudo que fiz foi ter fé
no "Criador".                                                    

Entre tantos aprendizados,
Pude apurar minha audição,
Escutar a voz do silêncio e
Entender que nela há sabedoria
De todos os tempos e de
Todas as palavras ditas.

O silêncio ensinou-me a transformar saudades
Em lembranças ...
E elas não mais simbolizaram perdas,
Apenas marcas do que vivi,
Do que ensinei e aprendi.
Fez me entender que cada um
Se encerra em um véu, a medida exata
Que sua conciência determina e não
Cabe a ninguém descortinar,
Cada um é responsável pelo seu ego.

Escutando o silêncio percebí que
Milagre não é apenas algo questionado por fé ou crença,
Mas fundamento na percepção
Entre o que é humano e divino.
Foi no silêncio que pude ouvir
A canção da chuva que não lastimava
Por ter que deixar o céu,
Mas se sentia gloriosa na sua missão de fecundar a terra.

Ouvi no silêncio o vento cansado de percorrer mundos
E se indignar com tantas fronteiras, tantas posses,
Tantas injustiças em uma casa que tem como teto
Um único céu.
Escutei ainda no silêncio
Vozes de anjos quase sem funções
Porque não podendo revelar suas presenças através de imagens,
Eram legados ao esquecimento.

O silêncio me fez ouvir o choro dos rios poluidos,
O lamento das ´arvores dainte dos machados,
as queimadas, e todos os porquês
Que a natureza grita em desespero.
Foi o silêncio que me fez escutar
A minha consciência e
Eu pude ouvir Deus me dizer:

"Faça a tua parte e Eu farei a minha.
Amplie teus sonhos, nunca deixe de sonhar ...
Só Eu coloco limites ..."

E no silêncio eu escutei o riso do amor.
Porque a magia nasce na imaginação,
Se engrandece na crença, mas é no silêncio
Que se fortalece e ganha Vida ...

Um comentário:

José Vitor disse...

Muito bom Sônia!

Continue auditiva, apure as vozes que ouve,
elas são intimas, e a mais nobre amiga. Este silêncio é danado... cada vez mais ela fala o nosso intimo.

beijos