quinta-feira, 24 de janeiro de 2013



Depois de algum tempo longe daqui, deste espaço tão gostoso
onde posso expor meus pensamentos, poesias, e até mesmo esta
reflexão abaixo feita num momento de nostalgia, pra mim de muitas emoções.

Escrevi num momento de reflexão mesmo às 6:30 hs da manhã
de hoje e vou guardar estas palavras como um diário desta data
24/01/2013.




Quando entrei neste apartamento 132 e olhando tudo aqui hoje, recordo
como o encontrei e como me sentia naquele momento há quase 4 anos atrás,
ele estava vazio, mórbido como eu me sentia ... nunca tinha sido habitado, as
paredes não diziam nada, hoje com certeza vou sair dele deixando marcas,
vou deixar aqui na minha saída um pedacinho de mim, aqui sobrevivi mais uma
vez, entrei por uma porta vazia e triste e saio levando de novo e de novo ...
uma esperança, criada nestas paredes.
Daqui há poucos dias, estarei habitando em outras paredes novíssimas.
Lá peço a Deus que Ele continue do meu lado, que os anjos possam morar
junto e que permita que os dias que vivi aqui neste apartamento 132 sigam
me acompanhando e dando continuidade na minha história até todos os dias
que ainda faltam. E que quando ficar triste por algum motivo, que
possa ter sempre a mesma esperança !!!

terça-feira, 13 de novembro de 2012








"Minhas máscaras"

O mundo se torna amargo
Quando não faço nada
Muitas vezes reclamo da vida
Do trabalho
Da familia
Dos amores
Dos amigos
Quantos reclamam de mim?
Na boa gíria muitas vezes "me acho"
Que estou abafando
Sou dona do pedaço
Sou uma palhaça
Nesse circo chamado vida
Sou atriz
Todos os dias represento
Uso máscaras
Quem nunca usou que atire a primeira pedra
Minhas máscaras são fantásticas
De alegria
De sinceridade
De profissionalismo
De mulher sonhadora
Tem uma que uso sempre
A máscara da esperança
Esta levo sempre comigo.

(Texto de Maristela Guedes)
Foi feito, originalmente para mim !!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012









Estava procurando inspiração para escrever alguma coisa real  e  as palavras  não me apareceram, lembrei que  tinha lido esse texto de Rubens Alves e tinha me identificado dentro dele como a coisa mais perfeita que poderia dizer.
                                                                                                                              

Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquela menina que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ela chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem  elas admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade....

sexta-feira, 28 de setembro de 2012






"Tem coisas na vida da gente que as palavras não contam... Tem dias na vida da gente que as idéias não faltam...Tem horas na vida da gente que os relógios não marcam... Tem gente na vida da gente que o tempo não afasta..."

"Fiz um acordo de coexistência com o tempo:
nem ele me persegue, nem fujo dele ...
um dia a gente se encontra."

Assim fica melhor !!!!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

 
Juntando algumas palavrinhas, encontrei o texto
certo para os meus sentimentos de momento.

 




As páginas vão virando, e nossa
história vai acontecendo
Há alguns meses, vários meses atrás,
pensava que tudo estava errado,,
pensava que tudo era incerto
de repente parei de pensar
e comecei simplesmente a observar;

Quando ficava confusa e voce não estava
simplesmente eu só fugia, fugia de mim,
e assim te conheci e hoje quando fico triste
seus olhos azuis e tranquilos me acalmam,
Quando pensava que meus dias
Seriam pra sempre incertos e turvos
voce me apareceu, e consegue me faz esquecer...

Como um retrato velho e acabado,
que so traz lembranças ...
e vai ficando empoeirado sem ninguem cuidar,
assim estava a tristeza da minha alma,
E aconteceu ... encontrei você,
sem medo de tentar me fazer feliz ,
a vida quiz me apresentar o teu olhar que me acalma,
o teu sorriso que ainda me traz alegria,
e a tua presença comigo me mostra que
podemos terminar juntos esses dois enredos,
de histórias tão diferentes.
Restaurar sonhos inacabados, buscar a paz desejada.
Cada sorriso nosso é um presente para mim,

E a vida ainda nos inspira a muitas coisas,
muitos enredos e tomara daqui pra frente só
felizes.
 
(inspiração web)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sei lá... a vida tem sempre razão

 

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

Música de letra incrível.
(Toquinho/Vinicius)

domingo, 19 de agosto de 2012



Nesta tarde de domingo, vem a minha mente pensamentos que
quero gravar pra sempre na memória e também deixar escrito
aqui, que assim quando mais tarde tiver esquecido  devido  a
correria do dia a dia, possa abrir este blog que gosto tanto e ler
o que talvez depois já não tenha mais as mesmas palavras e as
mesmas emoções.

Tantas coisas já aconteceram na minha vida ... tão boas, ruins,
mas uma coisa só eu sei, vivi a vida intensamente, tudo o que
podia acontecer a uma pessoa privilegiada e abençoada por Deus
aconteceu comigo e ainda acontece.

Hoje quando acordei pela manhã, depois ter sonhado com meu pai,
quase a noite inteira, pude pensar e voltar a infância, e o filme da
minha vida inteira veio atona.  Lembrei-me de que quando era
criança ainda, com 6/7 aninhos fui a menina mais amada do mundo
pelo meu pai, senti forte o seu abraço me envolvendo e me mostrando
para os seus amigos, tudo que fazia era bonito, quando por algum
motivo qualquer, chorava ... lembro que ele se abaixava no meu
tamanho e ficava horas me agradando e sempre me dizia ...se continuasse
a chorar, iria chorar também.  Isto eu nunca vou esquecer.
Lembro muito também as canções que ele cantava pra mim, sentado
na porta da cozinha. India seus cabelos longos ....
Enquanto me arrumava, ele me olhava com tanta admiração que
vou sempre lembrar.

Lembrei-me tanto da minha mãezinha, fui a igreja logo cedo hoje,
coisa que só fazia quando era menina, mais ou menos nesta idade e
durante toda a minha meninice até uns 10/11 anos. Minha mãe sempre
tão presente, tão amiga, ensinando aos seus filhos o caminho do bem,
contando-nos as coisas da vida, as vaidades, ilusões pelas quais iriamos
passar e sempre muito religiosa nunca deixava transparecer as coisas
ruins e os dias ruins que por tantas vezes passamos sem sentir as
consequencias.

Lembrei-me a primeira vez em que a tristeza bateu forte no meu coração,
sentada na cama sozinha, com uns 13 anos, o mundo ... a vida naquele
momento estava ruim e eu não queria mais viver. Minha mãe estava
internada na Santa Casa de Misericordia, meu pai trabalhando, meus
irmãos menores brincando, minha avó lavando roupas, abri a janela do
quarto e vi o dia cheio de sol, vida ... mas eu sem nenhuma alegria.
Liguei o rádio ... e escutei pela primeira vez o Roberto Carlos cantando
uma música "Não quero ver você triste assim", parei e chorei, como se
ele estivesse cantando pra mim.

Quando fiz 14 anos,  me sentia moça, muito mais moça do que era, como
se tivesse já uns 18 anos, comecei a trabalhar num escritório, mas a
alegria fugia de mim, fui a mocinha mais triste que qualquer uma poderia
ser. Me refugiava nos estudos, nos livros, nas poesias. Uma fuga era
me arrumar muito, desde muito novinha fui muito vaidosa e a admiração
que causava nas pessoas me fazia bem e dava incentivo pra seguir o meu
caminho, mas sempre como se estivesse com muito mais idade do que
tinha.


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Muitas coisas pra escrever, vou continuar depois.